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A Maternidade na Terra das Fadas!
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A maternidade na terra das fadas!

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A Maternidade na Terra das Fadas

Contos de Fadas, sim!

Essa coluna é feita por duas pessoas: a Juliana e a Luciana. Pra ficar mais fácil de entender quem está falando com você em cada momento, vou mudar as cores do texto! O texto vermelho é a Luciana falando, enquanto que o texto lilás, é a Juliana conversando com você!

Mas antes, queremos que você entenda que não discordamos de quem afirma que não podemos mais propagar a ideia da maternidade romantizada em detrimento de uma maternidade real. Precisamos ser sinceras conosco, em primeiro lugar, e umas com as outras. Somente assim poderemos acolher melhor as mães, dar-lhes o suporte necessário e colaborarmos com o desenvolvimento de crianças saudáveis que lutarão, cada vez mais, por um mundo melhor.
Além disso, acredito, verdadeiramente, que a maternidade engloba todos os sentimentos, todas as nuances de cores que atribuímos à ela. Como já disse aqui no site, a verdadeira maternidade passeia entre os tons mais suaves, que nos remetem à alegria, amor, tranquilidade e paz; até os mais intensos, que nos trazem à tristeza, cansaço, desânimo e desamparo. Um tom não invalida o outro. Todos eles coabitam no mesmo ser mãe.
Posto isso, quero te dizer por que trazer os contos de fadas para a maternidade.
Para começarmos, gostaríamos que você entendesse porque acreditamos que maternidade e contos de fadas têm grandes semelhanças.

Primeiramente, precisamos compreender que qualquer conto retrata apenas um trecho, um momento da vida de uma personagem. Ou seja, aquilo que estamos vendo ao ler um conto, se refere apenas à um momento.
Em todas as histórias, temos alguns personagens chave. Classicamente, eles são: a princesa, o príncipe, a bruxa e a fada madrinha.
A princesa é, em geral, uma mulher que, em um determinado momento, demonstra alguma fragilidade e precisa de ajuda para resolver seus conflitos;
O príncipe é, em geral, um homem, que vem ajudar a princesa;
A fada madrinha também está ali para ajudar a mulher e
A Bruxa que é que provoca o problema.
De forma muito simplista, é isso.
Trazendo isso para a nossa realidade e para a maternidade, podemos nos aprofundar em algumas reflexões:
Nesse caso, a princesa somos nós, a personagem principal, afinal, estamos falando de nossas vidas, do nosso ser, do nosso conto. Nós, mães, temos nossas forças e superações, mas temos também nossas fragilidades. Precisamos compor uma rede de apoio, pois não podemos e não devemos estar sozinhas na missão de criar e educar uma criança. Nossa rede de apoio é, portanto, o príncipe e a fada madrinha (que pode ser qualquer pessoa em quem você confie e tenha liberdade de orientar sobre os cuidados que você deseja para seu filho). A bruxa, em nosso conto materno, é todos e tudo o que nos impende de desempenhar nosso papel como gostaríamos.
Tanto fada madrinha, príncipe ou bruxa são encontrados no nosso mundo interno ou no mundo externo. Isso quer dizer que nossas crenças sobre nós mesmas, nossos pensamentos, nossas dificuldades, medos ou ambições podem ser a sua bruxa, fada madrinha ou príncipe. Assim como as pessoas com quem convivemos ou nossas dificuldades no mundo real.
Nos próximos artigos, aqui na coluna, iremos desmistificar algumas ideias em relação aos contos de fadas. Mas, por agora, é importante que você comece a ter clareza que esses enredos têm sim caráter terapêutico e poderão auxiliar você tanto como mulher, como mãe.
Compreender um conto de fadas específico possibilita com que você entre em contato com aspectos seus, com desafios que você vivencia em seu dia a dia e nem sempre se dá conta. Costumo dizer que, quando lemos um conto de fadas, estamos, na realidade, lendo a nós mesmos ou parte de nós.
Os contos espelham o ser humano e tudo aquilo que ele vivencia no seu belo conto de vida. Como a Lu mencionou mais acima, a verdadeira maternidade passeia pela alegria, mas também pela tristeza. E da mesma maneira acontece com os contos, eles abarcam as nossas emoções universais sejam elas positivas ou não tão positivas assim. O que muda é como cada um irá sentir e significar dentro e fora de si essas emoções.
Você como mulher, ao apropriar-se dos ensinamentos dos contos, poderá compreender melhor a si mesma e, consequentemente, transmitir esses ensinamentos aos seus filhos e filhas. Mas, calma, tudo ao seu tempo! Vamos nos aventurar juntas, com calma e com alma pela Maternidade na Terra das Fadas.
Que tal você experimentar um exercício que a auxiliará a ir se conectando com os Contos de Fadas? Feche os olhos, respire profundamente e tente identificar em seu conto materno quem e o quê são suas bruxas, seus príncipes e suas fadas madrinhas. Busque esses personagens no seu mundo interno e nas suas relações externas.
Deixe suas dúvidas, sugestões ou comentários aqui. Será um prazer tecer com você A Maternidade na Terra das Fadas.
Com muito carinho,
Juliana Ruda e Luciana Rocha
:)

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